Nessa terça-feira (27), a passagem de uma frente fria pela costa de São Paulo provoca nebulosidade e garoa entre o Litoral e Capital. No interior do Estado Paulista, em boa parte do Sudeste, do Centro-Oeste e do Norte e no interior do Nordeste, uma grande massa de ar seco inibe a formação de nuvens de chuva. Na segunda-feira (26), diversas cidade de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, norte do Estado, interior de São Paulo, Mato Grosso e Rondônia registraram umidade do ar abaixo dos 20%. Por conta desse cenário, o número de queimadas disparou. Ontem (26), segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, todos os satélites disponíveis registraram mais de 5000 focos de queimadas em todo Brasil. Quase 1500 focos foram observados em Mato Grosso, 279 no Estado de São Paulo e 325 em Tocantins. Buscando um comparativo entre os meses de anos anteriores é necessário olhar os dados apenas do satélite NOAA 15, cuja passagem por cima do Brasil acontece todos os dias às 18h. Por conta de um outono e inverno bem mais seco nesse ano, já foram contabilizados 6540 focos de queimada somente nesse mês de julho. Durante o mesmo período no ano passado, quando o inverno foi bem mais chuvoso, foram registrados menos da metade de 2010, 3135 focos. Há cinco meses não há chuva forte em algumas cidades do noroeste da Bahia, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.
(Fonte: De olho no tempo, com informações Jornal Cidade)